segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Relato as relações
do sol
com as águas do rio.

Um sol amoroso penetra
lentamente
a águas em cio.

Suave brisa
ergue os lençóis
e o sol se deita no leito.

As águas
com mãos de seda
acariciam um sol
aceito.

(Luiz Coronel)

(Foto Edson Peixoto)

(Foto Edson Peixoto)

(Foto Mirian Merten)

(Foto Eloisa Souza)



(Foto Lidiane Bach Leandro)

(Foto Lidiane Bach Leandro)
(Foto Lidiane Bach Leandro)

Como não amar esta cidade?

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

POESIA AO PÉ DA ESCADA: Escadaria 24 de Maio


Situada entre as ruas Duque de Caxias e André da Rocha, no Centro de Porto Alegre, a Escadaria 24 de Maio corta ao meio um conjunto de prédios antigos, mas plenamente habitados.
Inspirada na famosa escadaria que liga a Lapa ao convento de Santa Teresa, um dos cartões-postais do Rio de Janeiro, os degraus da escadaria gaúcha foram decorados com azulejos que, vistos de longe, formam um mosaico de cores. Alguns com frases de Carlos Drummond de Andrade, Paulo Leminski, Erasmo Carlos e Rita Lee, outros possuem trechos de entrevistas que fez com os moradores dos prédios que ladeiam a escadaria.


Arte pura!
Cidade mais linda de viver!
Ah! Porto Alegre sua linda!!!!








quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

CEMITÉRIO DA SANTA CASA UM MUSEU A CÉU ABERTO



O Cemitério da Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre, inaugurado em 1850, o mais antigo em atividade no Sul do Brasil, conserva muito da história da capital e do próprio Rio Grande do Sul. Atrás de seus muros mais de um século e meio de história estão representados nas sepulturas e mausoléus, através da arte esculpida em mármore, bronze, ferro e pedra. Atravessar os portões que guardam esse patrimônio da cidade e caminhar por suas alamedas é iniciar uma viagem ao passado.

No Brasil Colonial, as vilas tinham em seu centro uma capela, e ao lado ou nos fundos o cemitério. Na Vila de Porto Alegre, o cemitério existente localizava-se atrás da antiga Igreja Matriz e Capela do Divino Espírito Santo, que deram lugar à Cúria Metropolitana, na atual Rua Fernando Machado.

Durante a ocupação de Porto Alegre pelos Farroupilhas, entre 1835 e 1836, a média anual de enterros aumentou substantivamente, motivada também por um surto de escarlatina. Logo, a área destinada aos sepultamentos tornou-se inadequada. O terreno acidentado, de acentuado declive, não permitia mais acolher os sepultamentos, por problemas ocasionados pela chuva e consequente erosão do solo.

Em 1834 já havia uma comissão sanitária, formada por médicos, e nomeada pela Câmara Municipal para debater sobre o problema da necrópole. Foi em 1843, após a Câmara Municipal ter autorizado a mudança do Cemitério para uma localidade afastada, extramuros, que o Presidente da Província, Luís Alves de Lima e Silva, tomou a iniciativa de fazer adquirir, em 6 de agosto de 1844, um amplo terreno, situado longe do centro, no alto da Colina da Azenha, ordenando à Irmandade da Santa Casa a sua administração.

Até 1884, este foi o procedimento: os livres eram sepultados no interior do Cemitério e, os escravos, fora dos seus muros. Com a abolição da escravatura em Porto Alegre no ano de 1884, quatro anos antes da assinatura da Lei Áurea, pela Princesa Isabel, todos os falecidos da Capital passaram a ser sepultados no seu interior.

O Cemitério da Santa Casa acolheu a expansão urbana da capital durante o século XIX. Porém, no decorrer do século XX a população de Porto Alegre cresceu vertiginosamente, propiciando o surgimento de outras necrópoles na cidade. Na atualidade, o Cemitério Santa Casa é a expressão evidente das transformações sociais, econômicas, políticas e culturais promovidas ao longo do tempo na história da capital e do estado do Rio Grande do Sul.

Para visitar o Cemitério:
* O CHC disponibiliza um formulário de inscrição para atividades em grupos, permitindo que a escola, universidade, empresa ou organização escolha o(s) roteiro(s), a data e o turno de preferência. As visitas guiadas são ministradas por nossas historiadoras.
* Sem o roteiro-guia: por questões de segurança, é necessário uma autorização especial, que pode ser retirada no CHC ou no Cemitério e precisa ser assinada em duas vias.

fONTE: http://www.centrohistoricosantacasa.com.br/historia_conteudo/cemiterio-da-santa-casa/